Histórias do cotidiano transmitidas em poemas entram em exposição na Garte/UCPel

Transmitir a ideia de que a literatura provoca o inusitado, o inesperado, expondo o sentimento do que pensamos e do que queremos dizer é o principal propósito da exposição “Valeu a pena”. A mostra, criada pela acadêmica do curso de Medicina da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Larissa Leão, retrata o cotidiano da estudante transmitido em poesias.  
 
A inspiração para escrever surgiu junto aos seus primeiros anos de idade. Desde pequena, Larissa envolvia-se em projetos na escola que estavam ligados às letras. Apesar disso, foi no ensino médio que surgiu a paixão pela literatura e, viu nessa arte, uma maneira de transmitir seus pensamentos. “Eu não consigo inventar uma história, nunca inventei nada. São histórias que eu vivi e acabaram me marcando de alguma maneira”, justifica.
Larissa explica que foi aprovada para o curso de Medicina e Letras ao mesmo tempo, porém ficou em dúvida do que de fato iria cursar. “Sempre quis fazer Medicina. Achei que seria mais leve para mim levar “as letras” como um hobbie, partindo da visão de que a obrigação de produzir textos poderia terminar com a minha criatividade. Optei por cursar Medicina por amor, mas assim que me formar pretendo ainda cursar Letras”, ressalta.  
Com a exposição, Júlia pretende sensibilizar o público para o que é estranho. “Na literatura, nada é estranho, nada é estrangeiro, o que torna o olhar mais sensível. À luz da literatura, cada paciente é uma obra de arte”, conclui. 
A mostra “Valeu a pena” pode ser visitada gratuitamente até o dia 1º de dezembro, de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 22h. A Galeria de Arte (Garte) fica localizada no saguão do Campus I (Rua Gonçalves Chaves, 373). 
Redação: Alisson Lopes 

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