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Com o título “Postpartum depression in maternal thyroidal changes” o artigo foi publicado na revista internacional Thyroid Reserch, especializada em estudos científicos sobre a glândula responsável pela produção dos hormônios T3 e T4 durante toda a vida. O  texto é  resultado de uma revisão sistemática de literatura que fará parte da  tese de doutorado da aluna do Programa de Pós- Graduação em Saúde e Comportamento (PPGSC)da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Paula Michele da Silva Schmidt. 

De acordo com o orientador do trabalho e coordenador do PPGSC, Adriano Martimbianco de Assis, o estudo se propôs a entender a relação entre um possível marcador do metabolismo da tireoide para o desenvolvimento da depressão pós-parto. “Neste estudo nós procuramos uma relação entre o desequilíbrio no metabolismo da tireoide e o desenvolvimento da depressão pós-parto.Buscamos artigos da literatura que falavam sobre o assunto e o que eles diziam para termos um concenso”, relata Assis.

A fonoaudióloga e doutoranda do PPGSC, Paula Schmidt, explica que para realizar a revisão foram utilizadas quatro bases de dados (PubMed, Lilacs, Scielo e Scopus) e quinze textos foram selecionados. Todos os estudos foram restritos a até 1 ano pós-parto, e 46,7% focaram no período entre o pós-parto imediato e os 6 meses pós-parto. As estimativas da prevalência da depressão pós-parto em gestantes com distúrbios da tireoide variaram entre 8,3% e 36,0%. Para estudos de acompanhamento, a incidência cumulativa de depressão autorrelatada do episódio primário no primeiro ano pós-parto foi de 6,3. “Embora alguns autores considerem o status de anticorpos anti-TPO positivos como um possível marcador de vulnerabilidade à depressão, ainda não é possível concluir se a função tireoidiana no ciclo gravídico-puerperal está envolvida com o desenvolvimento da depressão”, revela a discente.

Mais estudos

Paula ainda destaca no artigo que após a análise dos resultados, ficou clara a necessidade de estudos com maior qualidade metodológica e que analisem diferentes fases do período entre a gravidez e o nascimento do bebê, pois o status do anti-TPO e demais hormônios tireoidianos flutuam ao longo da gestação e no período pós-parto. Para a doutoranda o estudo traz à comunidade científica uma “nova possibilidade de marcador biológico e um caminho ainda a ser decifrado para a prevenção da Depressão Pós-Parto. Quanto à prática clínica, o estudo evidencia a importância da avaliação da função tireoidiana nos períodos gestacional e puerperal para a preservação da saúde mental materna”.

Outros detalhes sobre o estudo confira na íntegra do artigo “Postpartum depression in maternal thyroidal changes”.

 

Redação: Alessandra Senna

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