Projeto Salvar adapta ações para plataformas digitais durante a pandemia

Reinventar as ações em prol da comunidade tem sido a realidade dos projetos de extensão da Universidade Católica de Pelotas (UCPel). É o caso do Projeto Salvar, que encontrou nas redes sociais uma maneira de continuar disseminando informações importantes sobre primeiros socorros e suporte básico de vida para crianças, jovens e adultos.

Adaptado para as plataformas digitais, o conteúdo é disseminado através de informativos que abordam manobras de ressuscitação cardiopulmonar, identificação de parada cardiorrespiratória, como pedir ajuda nesses casos e até mesmo compressões cardíacas.

A coordenadora do Salvar, professora Ana Cristina Moraes, lembra que anteriormente o projeto visitava escolas de ensino fundamental de Pelotas tendo como público-alvo crianças na faixa etária de 10 anos, bem como agentes de saúde em Unidades Básicas de Saúde (UBS). “Nessa idade, os estudantes começam a estudar o corpo humano e podem aplicar os conhecimentos adquiridos em sala de aula nas situações de vida real que apresentamos”, conta.

O conhecimento é fundamental para os jovens, que podem presenciam situações de parada cardiorrespiratória com familiares, principalmente com os avós. “Muitas vezes essa criança é a única pessoa na residência junto ao adulto em situação de urgência. É preciso ensiná-los a identificar o momento crítico e como devem agir ou pedir ajuda”, explica. Além disso, os pequenos servem como multiplicadores da informação dentro das famílias, ensinando aos demais os aprendizados sobre o tema.

Adaptação necessária

No entanto, a realidade mudou. O distanciamento social vivido atualmente para tentar evitar a contaminação pelo novo coronavírus (Covid-19) deixou os ambientes escolares vazios, desafiando os projetos comunitários. Foi então que as atividades do Salvar, que eram exclusivamente presenciais, ganharam novas características e foram adaptadas a situação atual.

“Encontramos na internet uma grande aliada para manter nosso público informado e estudamos a melhor plataforma para atingir professores, jovens e pais”, conta Ana Cristina. Estão previstas publicações semanais na página @projetosalvarucpel no Instagram. Os acadêmicos da UCPel são responsáveis pelo planejamento e produção do conteúdo que dispõe de vídeos, infográficos e informativos com dicas e curiosidades sobre o tema de forma lúdica e atrativa. “A equipe de extensionistas ficou motivada e rapidamente aderiu a proposta”, diz a docente.

Camila Caldeira Simões, acadêmica do 5º ano de Medicina, é extensionista no Projeto Salvar há dois anos e aprovou a adaptação. “As atividades nas escolas me surpreenderam positivamente, foi ainda mais legal do que podia imaginar. As crianças são curiosas, questionavam e interagiam com os manequins de simulação realística. Fazer o projeto nesse novo modelo, on-line, também está sendo muito interessante. Estou gostando bastante, pois é uma maneira de continuarmos a levar informação ao público”, comenta.

 

Redação: Mariana Santos

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