especialização ou residência

A profissão médica é uma das mais essenciais. Portanto, é lógico que essa carreira seja longa, exigente e figure entre os caminhos mais desafiadores e competitivos a serem seguidos. Quem conclui o curso de graduação em Medicina tem as possibilidades tanto de fazer uma residência médica quanto de cursar uma especialização na área. 

São duas novas grandes missões dentro da carreira médica — considerando que, por exemplo, as provas de residência são muito concorridas —, e vistas como necessárias para a complementação da formação. Ao concluir a graduação, você passa a ter o título de médico. Todavia, para se tornar um especialista em determinada área, deve ainda cursar uma residência ou uma especialização seguida de prova de títulos e habilidades.

Foi pensando exatamente em ajudar os recém-formados a decidirem entre especialização ou residência que desenvolvemos o presente texto. Prossiga com a leitura até o final para conhecer todas as diferenças entre as duas opções e saber qual é a mais indicada para cada profissional em termos de carreira. Boa leitura!  

A especialização 

Aqueles que optam por cursar Medicina devem ter um forte interesse pelas ciências, além de uma paixão por ajudar os outros. A combinação desses dois fatores dá a motivação para seguir os muitos anos de desenvolvimento necessário para se tornar um médico totalmente qualificado. Quem decide seguir o caminho da especialização logo que concluir a graduação em Medicina passará por, pelo menos, 360 horas de novos estudos. 

Não existe remuneração nos programas de especialização oferecidos em instituições públicas nem privadas, mas sim pagamento, cujo valor depende da área, da instituição e da duração. Além disso, o curso é financiado pelo aluno, mas a maioria das especializações não exige prova de seleção, sendo a matrícula livre.

Existem diversas opções de especialização em Medicina, e no Brasil elas são oferecidas em lato sensu (especialização e MBA) ou stricto sensu (mestrado e doutorado). Os cursos preparam mais o aluno para o meio acadêmico, como pesquisadores e professores altamente qualificados, do que para atuar como especialista, pois dão maior ênfase nos aspectos teóricos e nas discussões em sala de aula. 

Por isso, na conclusão da especialização, você ainda terá de fazer uma prova dentro da área escolhida para receber seu título de médico em determinada especialidade, que é conferido pela respectiva sociedade brasileira, afiliada da AMB – Associação Médica Brasileira, mediante aprovação na prova de títulos.

Os cursos de especialização ainda podem ser ofertados a distância, desde que estejam de acordo com os parâmetros da Lei 9.394/1996, que inclui provas e defesas presenciais. Muitos médicos optam pelos cursos EAD porque têm dificuldades para fazer pós-graduação presencial devido aos horários atribulados de trabalho, com uma rotina muito irregular.

Se esse é o seu caso, não precisa se preocupar com qualquer discriminação, pois o diploma tem o mesmo valor para especialização a distância ou presencial.

A residência médica 

Segundo o Art. 1º da Lei 6.932, de 7 de julho de 1981,

a Residência Médica constitui modalidade de ensino de pós-graduação, destinada a médicos, sob a forma de cursos de especialização, caracterizada por treinamento em serviço, funcionando sob a responsabilidade de instituições de saúde, universitárias ou não, sob a orientação de profissionais médicos de elevada qualificação ética e profissional.

Diferentemente da especialização, que é toda paga pelo estudante, o médico residente recebe uma bolsa durante o tempo de estudo na instituição. Ela é comum a todas as áreas, e o valor é em torno de 3 mil reais. Isso significa que você entra no mercado de trabalho com uma remuneração maior que algumas médias salariais.

Quem opta pela residência médica depois da graduação precisa reservar, em média, de dois a três anos, com mais de 2880 horas/aula e de treinamento por ano. Talvez a carga horária seja a principal desvantagem da residência, pois, além das 60 horas semanais, você ainda terá que se dedicar a atividades práticas e aos estudos, gerenciados pelo MEC. Portanto, o termo residência médica só pode ser utilizado por instituições inscritas e aprovadas pelo MEC nessa modalidade. 

O bônus é que, cumprida a carga horária da residência, você já sai com título de médico na especialidade escolhida, sem necessidade de fazer qualquer prova de títulos. A experiência acaba sendo, sem dúvida alguma, uma das maiores vantagens em relação à especialização.

Ao decidir pelo programa de residência, você vai ter acesso a um intenso aprendizado por meio do aperfeiçoamento de habilidades técnicas e treinamentos em serviços que vão lhe proporcionar um grande desenvolvimento profissional.

Portanto, se seu plano é atuar diretamente no mercado, a residência é a melhor opção. Você poderá escolher uma área da Medicina para estudar e vai praticar em um hospital. E a partir de então poderá ser considerado um especialista para atender em hospitais e clínicas especializadas.

Pelo fato de os programas de residência acontecerem dentro de hospitais, tendo a supervisão do corpo médico, os estudantes têm a oportunidade de desenvolver o ofício na prática, no dia a dia da profissão.

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A melhor opção

Independentemente de seguir pela especialização ou residência, o importante é que você leve em consideração seus objetivos como médico e busque a modalidade que mais for útil para a sua carreira. A continuação dos estudos em Medicina é imprescindível para o desenvolvimento e a colocação profissional. Você há de concordar que, quanto maior for sua especialização em uma área, mais à frente da concorrência você estará.

As duas escolhas vão somar na sua carreira como médico, mesmo que em diferentes esferas. Profissionais renomados recomendam a opção da residência, contudo, um bom curso também pode ser primeiro passo. Afinal, o importante é que ele seja dado.

Depois de todos os prós e os contras que mostramos aqui para a escolha entre especialização ou residência, você já passa a ter subsídios para tomar a melhor decisão. Não deixe de considerar qual teria maior impacto na sua vida profissional; quanto tempo você tem disponível por semana; se pode dedicar-se exclusivamente a um curso; se está trabalhando e só tem os fins de semana livres, entre outros.

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