onde fazer residência médica

Concluir o curso de medicina é uma tarefa que exige muita dedicação. A faculdade na maior parte das vezes é integral e conta com disciplinas que exigem bastante dos estudantes. Ao todo são seis anos de envolvimento intenso nos estudos, geralmente divido em três etapas: a primeira de dois anos de estudos básicos, seguido por dois anos de estudos clínicos e em seguida mais dois anos voltados ao estágio, também conhecido como internato.

Depois de ser aprovado em todo esse percurso o estudante conclui a formação e torna-se médico, recebendo seu registro no Conselho Regional de Medicina. Todo esse percurso é complicado e sua conclusão é uma grande vitória. Contudo, muitos estudantes de medicina não param por aí, e desejam dar continuidade aos estudos e seguindo uma carreira médica especializada. Para isso precisam fazer uma residência.

Nem sempre isso é algo fácil, visto que as vagas são bastante concorridas. Além disso, muitas pessoas querem fazer uma especialização, mas não sabem ao certo em qual área ou aonde realiza-la. Por conta disso, elaboramos o texto a seguir com os principais critérios para levar em conta na hora de escolher e em qual área onde fazer sua residência médica. Acompanhe!

1. Pense sobre o que gosta de estudar

onde fazer residência médica

O primeiro passo na hora de procurar a residência adequada para você é pensar quais os conteúdos que mais chamaram sua atenção e cativaram você ao longo dos estudos. Embora a vontade do residente geralmente seja colocar a mão na massa quanto antes, é importante pensar a respeito dos aspectos teóricos da área. Mesmo depois de formado e especializado você terá que continuar estudando para realizar um bom trabalho. Portanto, escolher uma área que gosta de estudar tornará seu trabalho muito melhor e mais agradável.

2. Leve em conta a rotina da especialidade

Embora gostar da área que pretende fazer a especialização seja importante, só isso não basta. Outro ponto fundamental é pensar a respeito do funcionamento da rotina e o cotidiano da área de especialidade. Se o ambiente do ambulatório agrada você, então talvez deva pensar em Medicina Esportiva, por exemplo. Caso goste de ficar em locais fechados, talvez Medicina Intensiva seja uma possibilidade. Enfim, lembre-se e levar em conta como funciona o dia a dia da especialidade que pretende fazer, a final de contas ele também será o seu.

3. Saiba onde deseja morar

Muitas pessoas mudam de cidade e até mesmo de estado por conta da residência. Isso acontece principalmente por quem procura um hospital referência para cursar a especialização. Apensar da intenção ser boa, é necessário levar em conta se o local em que esse hospital está tem a ver com suas vontades e estilo de vida.

É durante a residência que você provavelmente criará seu networking e que as oportunidades de trabalho e estudo irão surgir. Ou seja, a chance de você acabar seguindo carreira no mesmo lugar em que fará a residência é grande. Então, pense se o cotidiano da cidade tem a ver com seu jeito de viver. Por exemplo, muitas pessoas vão para São Paulo em busca dos melhores hospitais, contudo não lidam bem com a rotina da cidade grande. Portanto, pense não apenas no hospital que deseja cursar a residência, mas também se ele está em um local que lhe agrada.

4. Converse com pessoas mais experientes

Essa dica é válida em praticamente todos os sentidos da vida, no momento de escolher a especialização médica não seria diferente. Procure pessoas têm experiência na residência que chama sua atenção e também no lugar que pretende cursar. Pergunte sobre a rotina no hospital, os estudos necessários, as avaliações, as relações de trabalho, tudo o que quiser saber. Dessa forma, você pode analisar melhor qual tipo de atuação e de cotidiano tem mais a ver com você, sem contar que poderá também aprender sobre qual a melhor forma de lidar com essa etapa tão importante da sua formação.

5. Considere o perfil do paciente que irá lidar

onde fazer residência médica

Outro ponto que deve ser levado em conta na hora de escolher em qual área e onde fazer sua residência médica, é o perfil de paciente com o qual vai lidar. O tipo de paciente muda bastante de acordo com a especialidade. Pacientes da oncologia, por exemplo, tendem a ser mais resignados e aceitar mais facilmente as indicações de conduta e tratamento. Já aqueles da cirurgia plástica e dermatológica costumam ser mais exigentes e nem sempre lidam com os procedimentos com tranquilidade. Lembre-se que você terá que lidar com pessoas em diferentes situações, então pense qual delas tem mais a ver com seu perfil.

6. Pense em sua demanda financeira

Embora esse não seja o aspecto fundamental, não podemos negligencia-lo. A renda de um médico é alta se comparado com a maior parte da população, mas nem sempre o valor médio está adequado às suas demandas e desejos. Nesse sentido, pense que a remuneração varia de acordo com a especialidade e procure uma que tenha uma média salarial que corresponda às suas vontades.

Contudo, lembre-se que ao longo dos anos essa realidade pode mudar. Algumas especializações podem fornecer uma boa remuneração inicial, porém com pouca perspectiva de variação ao longo da carreira, como a Radiologia. Por outro lado, outras áreas como as especialidades cirúrgicas, podem não ser muito atraentes no início da carreira, mas têm possibilidade de crescimento maior ao longo dos anos. Apesar disso, lembre-se que uma boa remuneração está mais ligada à eficiência de seu trabalho do que à área em que atua.

Escolher em qual área e onde fazer sua residência médica nem sempre é algo fácil. São diversos os desafios e critérios a serem levados em conta e, por isso, é importante pensar sobre ela e planeja-la com antecedência, ainda na graduação para evitar ao máximo possíveis imprevistos e desconfortos. Como você pode perceber ao longo do texto, apesar de não ser uma decisão simples, levando em conta os critérios e aspectos que listamos aqui é possível refletir com tranquilidade sobre essa escolha.

Você já havia levado em conta essas questões na hora de pensar sobre aonde e em qual área deseja fazer sua especialidade? É possível que não. Então, compartilhe esse texto com seus colegas, assim você também os ajuda a pensar melhor como tomar essa importante decisão.

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